terça-feira, 25 de outubro de 2011

"As Pedras não morrem" - Mirian Mambrini




Após juntar um bom dinheiro, Gabriel, busca um brechó de computadores para adquirir a sua máquina.
A partir do seu antiquíssimo XT ele descobre o diário "Máscara" de Irene, uma jovem sensível e introspectiva, que se vê na batalha de descobrir coisas sobre a sua avó da qual ela adquiriu o nome, a beleza...a alma. Gabriel, então, sente que ele e Irene tem traços incomuns, e, assim, resolve conhecê-la pessoalmente. A mulher que fascinou-lhe através da leitura do seu diário misterioso. Uma Irene frágil, escondida nos mistérios que circunda a máscara mortuária da sua avó paterna, encontrada no fundo do baú do escritório do seu falecido pai.
Conduzido pelo diário, o fio da trama é cheio de mistérios.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Poesia Marginal

Ou geração mimeógrafo foi um movimento, sociocultural brasileiro que ocorreu durante a década de 1970, em função da censura imposta pela ditadura militar.
Isso levou intelectuais, professores universitários, poetas e artistas em geral, em todo o país, a buscarem meios alternativos, notadamente o mimeógrafo, tecnologia mais acessível na época. Da tecnologia mais usada vem o seu nome.

A poesia marginal foi uma prática poética marcada pelo artesanal, por poetas que queriam se expressar livremente em época de ditadura, buscando caminhos alternativos para distribuir poesia e revelar novas vozes poéticas. A poesia foi levada para as ruas, praças e bares como alternativa de publicação, alternativa que estivesse longe do alvo da censura.

Tudo era considerado suporte para a expressão e impressão das poesias, fosse um folheto, uma camiseta, xerox, apresentações em calçadas, etc. Sua produção literária não foi aceita por grandes editoras, pelo menos até 1975, quando a editora Brasiliense publicou o livro "26 Poetas Hoje“.

Principais autores:

Os poetas mais marcantes foram Ana Cristina César, Paulo Leminski, Ricardo Carvalho Duarte (Chacal), Francisco Alvim e Cacaso.


Cacaso: 

Antônio Carlos de Brito (1944-1987), foi um professor universitário, letrista e poeta brasileiro.


JOGOS FLORAIS


Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.


Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.